quinta-feira, 8 de março de 2012

Autoestima Negativa



A auto-estima consiste em como nos vemos refletidos nos olhos dos outros. Isso, por sua vez, condiciona a percepção do mundo e a interação com a comunidade.

 Na condição de cristãos, a auto-estima negativa se expressa basicamente como uma imagem de pessoas não amadas. Negamos nosso próprio valor, somos assombrados por sentimentos de insuficiência e inferioridade, e nos fechamos para o valor dos outros porque ameaça nossa existência.

A exaltação do outro é vivenciada como um ataque pessoal. Quando um colega é
apreciado, ficamos transtornados e irritados, depreciamos seus motivos como presunção. Dizemos a nós mesmos: "Sou uma pessoa estúpida, injustiçada. Tenho potencial, mas ninguém se importa".
Nas reuniões de grupo, nos sentimos como intrusos. Suspiramos: "Ninguém me ama".
A autoestima negativa não seria tão prejudicial, não fosse o fato de que interagimos
com os outros nos termos de nossa auto-imagem. Selecionamos da realidade apenas os aspectos que confirmam a própria visão obscura que temos a nosso respeito.

Escolhemos a dimensão de uma situação que aponta para a rejeição.
Numa simples conversa com alguém de nossa intimidade, a falta de entusiasmo
confirma o que suspeitávamos: "Sou um chato". Se encontramos na rua uma pessoa que valorizamos e ela nos ignora, à noite, ao deitar, esqueceremos as experiências agradáveis, até mesmo belas do dia e, em vez disso, dormiremos enfatizando o único incidente que aumentou nosso auto-retrato negativo.

Para amar o próximo como a nós mesmos, precisamos reconhecer nosso valor e nossa dignidade intrínsecos e nos amar de forma saudável e consciente, conforme Jesus nos ordenou ao dizer:
"Ame o seu próximo como a si mesmo".
Mateus 22:39

A tendência de sempre nos repreendermos com rigor pelos fracassos reais ou imaginários, depreciar e subestimar nosso valor e enfatizar exclusivamente nosso egocentrismo e nossa falta de disciplina pessoal é conseqüência de nossa auto-estima negativa. Reforçados pela avaliação crítica, reprovações e humilhações de nossos semelhantes, acabamos radicalmente incapazes de aceitar, perdoar ou amar.

"Se Jesus Cristo o perdoou de todos os pecados, lavando-o no seu sangue, que direito tem você de não perdoar a si mesmo?".
Francis McNutt

A capacidade de amar a si mesmo é a raiz e o pilar básico de nossa capacidade de
amar aos outros. Só posso tolerar nos outros aquilo que posso aceitar em mim.

A bondade para com o meu precioso e frágil "eu", quando inspirado exclusivamente por Deus, constitui o núcleo de bondade para com os outros e
com as múltiplas formas criadas do Divino ao meu redor. É também uma  condição necessária para minha apresentação a Deus.
Van Kaam

A auto-aversão é uma barreira ao amor. Não odiamos outras pessoas porque nos amamos demais, mas porque não conseguimos nos amar o bastante.

Publicado por Tiffany Resende

2 comentários:

Lécia Salles disse...

Nós evangélicos precisamos reconhecer quem somos em cristo e entender o quanto Ele nos ama.autoimagem negativa é sinal de falta de intimidade com Deus, quanto mais nos aproximamos dele ficamos constrangidos com o quanto ele nos ama, nos entende e nos aceita.

Elisangela disse...

Se amar é fundamental, pois como podemos amar aos outros se não amamos a nós mesmos. Deus é quem nos capacita, vamos contiuar nos esforçando que essa batalha interior já está vencida em nome de Jesus.

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