Oi galerinha tudo bem? Hoje será um pouco diferente dos outros dias, vou postar pra vocês um texto um muito interessante do pastor Agnaldo Faissal J Carvalho. Esse texto falou muito ao meu coração, espero que todos, que estão nos visitando, sejam edificados. É como diz lá em 2Pe 3.18 “Antes Crescei na Graça e no conhecimento de nosso Senhor Salvador Jesus Cristo” . Cresçamos então.
O assunto de hoje tem a ver com duas áreas de nossa vida: nosso pensamento e nossas ações.
Veremos quanto nossas ações estão ligadas ao que pensamos e como podemos prejudicar as
pessoas ao nosso redor, por pensarmos algo errado a seu respeito. No final, observaremos
uma forma melhor de pensar e agir, algo que glorifique a Deus.
De onde recebemos as informações?
O criador da Psicanálise, Sigmund Freud, afirmou em seu livro “O mal-estar na Civilização”sobre pessoas que buscam forças em Deus: “Mais humilhante ainda é descobrir como é vasto o número de pessoas de hoje que não podem deixar de perceber que essa religião é insustentável e, não obstante isso tenta defendê-la, item por item, numa série de lamentáveis atos retrógrados” (pág. 21). Esta declaração, vinda de alguém como Freud, pode “fazer a cabeça” de muitas pessoas que têm tendência a hostilizar os evangélicos. Dessa forma, muitas pessoas podem passar a pensar que os cultos, os acampamentos, a vida pura são “lamentáveis atos antiquados”. Isso vai desencadear uma série de atitudes nas escolas e faculdades, nas comunidades e até mesmo na igreja, quando passarmos a nos acostumar com essas críticas.Jesus reconheceu que, mesmo no Seu tempo, havia pessoas que tinham idéias acerca do que era certo e o que era errado. A partir desse “pré-conceito”, determinavam tudo na vida delas: relacionamentos, atividades diárias e relacionamento com Deus.A pergunta continua: de onde recebemos as idéias que “fazem a nossa cabeça”? Dos jornais, das revistas, da televisão, da música, da internet? Dos pais, da igreja, da escola, do trabalho? Afinal, qual é a fonte das idéias que inundam a nossa mente? Muitas vezes não questionamos o conteúdo do que é jogado em nós.Na parábola do fariseu (Lucas 18:9-14) podemos imaginar que em casa, desde criança, ele ouvia que era melhor do que a irmã, porque era homem. Quando ia a sinagoga, ouvia que era melhor do que o publicano, porque era um religioso. Na Yeshivah (seminário dos judeus) ouvia que era melhor que os outros judeus, porque orava e jejuava mais. E assim, inundado pelo conceito dos outros, tornou-se um preconceituoso assumido.
Como isso interfere na vida das pessoas?
Jesus tinha interesse em ensinar essa história para o povo porque sabia da carga de
preconceitos que o ser humano carrega. Note que Ele quis ensinar a um grupo específico, que
se achava melhor que os outros. Daí, vemos quatro aspectos ligeiramente parecidos. Neles,
Jesus quer mostrar que o preconceito não nos leva a lugar nenhum. Deus quer algo mais.
I. Preconceito religioso (Lc 18:9-14) – Pessoas se acham melhores por pertencerem a
uma religião. O problema com o fariseu era que não reconhecia seu verdadeiro
estado espiritual. Deus quer arrependimento verdadeiro, visto na vida do
II. Preconceito Social (Lc 18:15-17) – Assim como Jesus disse: “Deixar vir a mim os
pequeninos”, Ele recebe o pecador convertido de qualquer nível social.
III. Preconceito Financeiro (Lc 18:18-27) – Há quem esqueça que o apego aos bens
materiais impede um verdadeiro relacionamento com Deus. O que Deus exige são
obediência e desprendimento.
IV. Preconceito Evangélico (Lc 18:28-30) – Há aqueles que julgam o seu sacrifício o
máximo e, por isso esperam um tratamento diferenciado querendo se impor aos
demais. Deus quer servos e não senhores.
O preconceito pode interferir negativamente na vida de alguém, trazendo hostilidade,
perseguição, isolamento e exclusão. Devemos observar, com critério bíblico, as pessoas ao
nosso redor, para que não sejamos injustos. Aquele que é objeto de nosso preconceito, hoje,
pode vir a ser uma benção para nós, amanhã.
Imagine o que aconteceria com aquelas criancinhas que queriam ver Jesus (Lc 18:15-17). Elas
foram barradas por ser crianças. As pessoas não tinham o direito de falar com Jesus. Mas elas
tinham! Devem ter passado a se sentir mais valorizadas, mais amadas, mais humanas.
Observe os formadores de opinião da nossa sociedade – que conceito estão ensinando sobre
felicidade, beleza, relacionamentos, moral, compromissos, conduta, etc.? Muitos jovens
cristãos estão deixando de ser a benção que Deus planejou que fossem pelo simples fato de
temer ser taxados de “antiquados”.
Um jovem cristão sabe que esses formadores de opinião dizem que namorar sem sexo o leva a
sofrer preconceito de homossexual, bitolado, perdedor, etc. A jovem que não está dentro dos
padrões de beleza estabelecidos pela mídia, aceita que não vai ser feliz, pois não vai arrumar
namorado. O pior é que essas idéias são difundidas através de brincadeiras inocentes e por
pessoas cujas idéias respeitamos. Por isso, fica difícil quebrar essa barreira.
Seja uma Fonte Pura, não um lago sujo!
Jesus foi jovem como você, e passou por situações de preconceito, tendo sido desprezado,
ridicularizado, humilhado e até excluído (Hb 2:18; 4:15). Mesmo assim, não agiu de acordo
com os preconceitos de sua época. Em lugar de permitir que as “fontes de idéias sujas”
contaminassem os Seus conceitos preferiu ser Ele mesmo uma fonte saudável que levaria água boa para o “lago” de outras vidas.
Veja como Jesus lidou com algumas situações.
I. Os que gostavam de jogar pedras nos pecadores (Jo 8:1-11)
II. Aquela mulher acostumada com o pecado (Jo 4:1-30)
III. A pecadora que ungiu os pés de Jesus, acostumada com o preconceito (Lc 7:36-50)
IV. Os marginalizados desprezados pela sociedade (Mt 9:10-13)
Jesus sabia quem Ele era. Sabia também quem as pessoas eram e por isso não Se
impressionava com os grandes religiosos nem Se retirava da presença dos excluídos. Na
verdade, Jesus formou Seu próprio conceito a respeito das pessoas. Ele nos ensinou que as
aparências enganam; que as pessoas podem ser levianas ao passar uma idéia acerca de
alguém. Nós podemos tirar as nossas próprias conclusões, iluminados pelo Espírito Santo e
A sociedade classifica os cristãos de várias formas. Podemos ser chamados de “antiquados”
por querermos louvar a Deus na Sua casa, por decidirmos namorar e não “ficar”. Há quem
entenda que somos fanáticos por não compartilharmos das brincadeiras que maltratam os
mais fracos ou menos bonitos do nosso grupo. Somos tachados de antiquados por não
praticarmos sexo no nosso namoro. Andar na contramão destes princípios anti-bíblicos não vai
tirar o nosso valor. Pelo contrário, vai fazer de nós um ponto de referência, assim como Jesus
foi, e é para toda a história.