quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Um altar para Deus



Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos
corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso 
culto racional. Romanos 12:1

Devemos apresentar o nosso corpo por sacrifício vivo santo e agradável a Deus. 
O corpo é uma representação de todos os nossos membros e, por extenção, 
de toda a nossa vida. O compromisso absoluto é nosso culto racional, pois, se o 
Filho de Deus morreu por nós, o mínimo que podemos fazer é viver por Ele.
A expressão: culto racional, também pode ser traduzida por “culto espiritual”. 
Como cristãos e sacerdotes, não nos apresentamos a Deus com o corpo de 
animais imolados, mas com o sacrifício espiritual de uma vida submissa. Também 
lhe oferecemos nosso 

Serviço
“Que seja ministro de Jesus Cristo para os gentios, ministrando o evangelho de 
Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo 
Espírito Santo.”  Romanos 15:16 ,

 Louvor
 “Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos
lábios que confessam o seu nome.”  Hebreus 13:15 

e nossos bens
“E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios 
Deus se agrada.”  Hebreus 13:16

“Quando edificamos um altar, expressamos  desejo de viver a cada dia o sobrenatural 
de Deus em todas as áreas de nossas vidas. Essa visão nasceu no coração de Deus e que 
por sua graça nos tornamos pioneiros em divulgá-lo por toda nação. Que a cada dia 
possamos nos tornar verdadeiros adoradores dispostos a pagar o preço de ver a chama 
da presença de Deus acesa em todos os lugares da terra. Hoje nós podemos começar 
a trilhar um novo caminho... apenas decida  amar, ouvir e obedecer aquele que deu a 
sua própria vida por cada um de nós; Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo. Você poderá 
entrar em uma nova estação em um novo tempo. O começo de um novo caminho que 
Ele mesmo abriu e preparou, quando disse “Está consumado!”. Você é aquele que 
Deus escolheu, para impactar está geração com santidade, humildade e quebrantamento. 
Por isso edifique hoje mesmo seu altar, e seja atraído pelo imenso amor de Jesus. Levando 
a luz de Cristo para o mundo”

                                                                                                Extraído

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PÓS-MODERNISMO Avanço ou retrocesso? (parte 2)



Encarando o pós modernismo
“não tenho maior alegria do que esta a de ouvir que meus filhos andam na verdade” III João 4.

Ao tratar do pós modernismo não podemos evitar assuntos polêmicos  e filosóficos, pois as idéias do pós-modernismo afetaram sensivelmente o comportamento dessa nova geração e precisamos entende-las melhor. Por exemplo: o “relativismo” é uma filosofia :” tudo é relativo;nada é absoluto; a verdade depende do ponto de vista de cada um “. Essa idéia filosófica acabou virando um costume... Virou moda. Vejamos então como essas idéias filosóficas “ modernas” estão mudando nossa maneira de ver as coisas.

 Mudança intelectual
 A filosofia pós-modernista defende o “pluralismo”,isto é,que todas as opiniões a respeito de um mesmo assunto deve, ser aceitas como verdadeiras .Desta forma,todos podem ter uma interpretação diferente a respeito de um mesmo texto e todos estarão certos.Desta maneira estão dizendo que não há ninguém errado  na sua conduta.Veja o que a bíblia diz sobre isso: “Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!”.
Agora imagine o caos que essa filosofia provoca quando se aplica ao estudo de um texto bíblico! É por isso que têm surgido tantas “doutrinas” esquisitas hoje em dia; pois cada um quer interpretar a bíblia a sua própria maneira.

Mudanças religiosas ( gálatas 1:6-7)
Infelizmente, muitos irmãos, influenciados por essas idéias, acabaram aceitando que outras religiões não cristãs também podem estar com a razão e até dizem: “não somos donos da verdade... devemos crer que Jesus cristo é o salvador, mas não podemos afirmar que ele é a única forma de salvação”. É de idéias como essas que nasceu o movimento “ecumênico” onde todas as doutrinas são verdadeiras ,mesmo que  elas entrem em contradição.
A Bíblia é bem clara á esse respeito: “Não vos ponhais em julgo desigual como os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?”(II CO 6:14)

Mudança teológica (Tg 1:17)
Por causa da influencia de idéias pluralistas até mesmo  a teologia  tem sido questionada em alguns círculos “cristãos”.A doutrina da salvação por exemplo está deixando de enfocar o caminho da cruz como o único meio de salvação, e o próprio Jesus está deixando de ser a exclusiva revelação de Deus ao homem, pois,segundo dizem, Deus também se manifestou na forma de Buda, Allah,Brahma,Nivana e outros mais.”Por esta razão, importa que nos apeguemos com mais firmeza, ás verdade ouvidas , para que delas jamais nos desviemos “(Hb 2:1)

Mudança ético-moral (Romanos 2:11-15)
Ética é a teologia vivida na prática, pois quem conhece a doutrina saberá como se portar em qualquer situação. Mas no pluralismo a verdade não existe  e cada um deve agir como melhor lhe parecer.Essa filosofia vem gerando na juventude de nosso dias uma preocupante aversão aos padrões morais pré-estabelecidos pela sociedade e até mesmo a aversão às leis morais,gravadas por Deus em nossos corações.
Por causa de tais teologias o adultério deixou de ser traição  e se tornou aventura ,o sexo pré conjugal(inclusive entre jovens cristãos ) deixou de ser um pecado para se tornar uma “experiências válida “. O aborto deixou de ser um assassinato e se tornou  um “direito constitucional que a mulher tem sobre seu corpo” .Mas Deus nas suas sagradas escrituras declara: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem,mal;que fazem da escuridão luz e da luz escuridão;põem o amargo por doce e o doce,por amargo! “ (Isaias 5:20) 

Com certeza você pode citar outros exemplos de mudanças éticas e morais nestes tempos do pós-modernismo.

Você pode citar alguns???

Escrito Por Cibelly Vieira
Extraído: Revista desafio do mundo pós-moderno; Editora Cristã Evangélica.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PÓS-MODERNISMO avanço ou retrocesso? (parte 1)


Você já ouviu falar em “pós modernidade’’? este assunto pode parecer meio 
entediante. Coisas de filósofo... mas na verdade, tem muito a ver com você, com seus conceitos suas posições e até mesmo sua conduta cristã. Por isso, vale a pena 
pensarmos um pouco a esse respeito.
Estamos entrando em uma época de rápidas mudanças e, se queremos acompanhar 
esse novo tempo sem perder de vista as bases de nossa  fé e prática cristã, precisamos atender  a recomendação da palavra de Deus que nos diz: E digo isto  a vós outros que conheceis  o tempo:já é hora de vos despertardes do sono... Romanos13:11.

Que “sono” é esse do qual devemos despertar nestes tempos pós “modernos”? 
Certamente diz respeito à sonolência espiritual dos acomodados e negligentes, 
pois é certo que há muitos jovens dormindo no ponto, parados no tempo, desapercebidos 
do fato de que enquanto “dormem” as coisas mudam.Tudo muda...Todos mudam... menos aqueles que andam na verdade.

Jovem, este é o seu tempo é a sua vez de fazer história e até mudar a história. 
Aprenda a ver as oportunidades deste novo tempo, mas não permita que as “idéias modernas” destruam as antigas (e eternas) verdades que foram plantadas em seu 
coração -“e não vos conformeis com esse século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” Romanos 12:2. Permanecer na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura 
debaixo do céu (Cl 1:23).

ENTENDENDO O PÓS-MODERNISMO
Por muitos séculos a perspectiva que se tinha da vida, do mundo, de Deus, do homem, 
dos valores eram quase sempre vistos pela “lentes da escrituras sagradas” isto é pela 
ótica de uma “cosmovisão bíblica” mas em tempos modernos nossa cultura   tem sido invadida por conceitos materialistas e existencialistas fazendo com que a 
maneira de ver as coisas mude completamente.
Essa nova geração passou a questionar, contestar e rejeitar quase todos os valores e  os conceitos que antes eram tidos e aceitos com verdadeiros, hoje nada mais é “ verdade absoluta” tudo é relativo, o que é verdadeiro para uns, não precisa necessariamente ser verdade para outros. Ninguém detém a verdade; cada um faz  a sua verdade. Veja que contradição: a “pós modernidade” fez a sociedade retroceder uns três mil anos em sua história “naquele tempo não havia rei em Israel e cada um fazia o que bem queria 
(Jz21:25) em 1300 a.C.

Você já percebeu como “a rejeição de valores” afeta o cristianismo?  
Você já imaginou a conseqüência de tais idéias para a próxima geração?
Você pode exemplificar como essas idéias estão nos afetando hoje?

Estamos vivendo nos dias semelhantes aos de Juízes onde cada um fazia o que bem queria.



Escrito Por Cibelly Vieira
Extraído: Revista desafio do mundo pós-moderno; Editora Cristã Evangélica.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A história dos Batistas


Como prometi, trouxe para vocês, a história dos batistas.
Este artigo foi escrito por Zaqueu Moreira de Oliveira pastor e professor do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, o STBNB.

Os livros Históricos dos Batistas mencionam três “teorias” da origem dos batistas:
1.       A Sucessocionista ou JJJ
2.       A relação com os anabatististas.
3.       Proveniente dos separatistas ingleses.

Aqui o termo “teoria” se refere a diferentes interpretações, de acordo com diversas correntes de pensamento.

A teoria do SUCECIONISMO também chamada de JJJ foi rejeitada fortemente pelos primeiros batistas, mas se tornou popular nos Estados Unidos no século XIX, com o movimento denominado landmarkista, o qual afirmava que só os batistas são cristãos. No caso, o relacionamento ou atividades em conjunto com outros grupos, mesmo evangélicos, seria indesejável. Essa posição parte do princípio de que há uma sucessão de batistas desde o primeiro século, sendo popularizada por um livro que foi traduzido para o português com o nome de Rasto de sangue. Os primeiros missionários batistas norte-americanos que vieram para o Brasil estavam impregnados desta teoria, espalhando-a entre os novos crentes como se fosse um argumento indiscutível de autenticidade cristã e veracidade dos seus princípios. Só que os grupos mencionados por J.M Carrol, no referido livro, eram dissidentes da igreja Romana, sendo, portanto, considerados evangélicos, mas variavam nas ênfases doutrinárias e eclesiológicas, apresentando posicionamentos diferentes. Alguns se assemelhavam aos pentecostais de hoje, outros aos presbiterianos, ainda outros aos episcopais e, finalmente, aos batistas. A tentativa de afirmar que eles eram batistas é a mesma que outros grupos têm ao dizer que pertenciam ás suas denominações. Não há qualquer respaldo histórico para essa hipótese.

A relação com os ANABATISTAS é uma segunda teoria que afirma uma continuidade do grupo dos anabatistas nos batistas de hoje. Ora, o nome anabatistas existe desde o terceiro século, quando Cipriano defendeu o chamado “batismo de hereges” em sua polêmica com bispo Estêvão, de Roma. Muitos dos grupos evangélicos dissidentes de Roma, na Idade Média, foram chamados de anabatsiatas, e o termo se tornou um epíteto de reprovação para aqueles considerados pela Igreja majoritária como fora-da-lei e hereges. No século XVI, os radicais biblicistas da Reforma Protestante também receberam este nome, a partir de ZURIQUE, qiando rejeitaram o batismo infantil, discordando de Zwinglio e do conselho Municipal. Alguns anabatistas, como Balatasar Hubmaier, defenderam princípios que em nada diferem dos que os batistas sempre assumiram, desde o século XVII. Mas não houve continuidade do seu grupo. Contudo, outro movimento que se caracterizou por ser fanático e milenarista, anunciava a volta iminente de Cristo, levando seus adeptos a pegar em armas e agir de modo violento contra as forças da Igreja Católica Romana. O levante teve o seu ápice em Münster, na Alemanha, na década de 1530, resultando no extermínio de seus líderes , a ponto do nome anabatista passar a ser identificado com fanatismo e violência.
NA década seguinte, Menno Simôes iniciou um grupo que condenava o batismo infantil, com ênfase no pacifismo, sendo os seus seguidores chamados de menonitas. Foram estes que preservavam a tradição dos anabatistas até os dias presentes. Quando os batistas surgiram no Século XVII, afirmaram que não eram identificados com os menonitas, nem eram anabatistas, mas batistas, explicando que não batizavam de novo, mas ministravam o verdadeiro batismo apresentando assim a diferença entra o nome anabatistas ( o batiza de novo) e batista ( o que batiza).

PROVENIÊNCIA DOS SEPARATISTAS INGLESES
A teoria que defende que os batistas vieram dos separatistas ingleses pode ser considerada como a versão história da origem dos batistas. Ela coloca a sucessão de igrejas batistas a partir de 1609, portanto, há quatrocentos anos. Considerando este fato, mesmo sabendo que houve influência de outros grupos de diferentes posições teológicas e eclesiológicas, os batistas se firmaram e começaram a distinguir a sua identidade. Os iniciadores eram ingleses que se encontravam na Holanda em virtude da perseguição religiosa no território da Inglaterra. Este primeiro grupo adotou a teologia arminiana, que defende a expiação universal de Cristo. Outro grupo surgiu mais tarde na Inglaterra em  1638, adotando a teologia calvinista, que defende a expiação vieram dos separatistas ingleses e, apesar da diferença quanto à teologia arminiana ou calvinista, adotaram princípios e práticas semelhantes. Eles se desenvolveram separadamente, até que em 1891 se uniram através da União Batista da Grâ-Bretanha e Irlanda.
Não importa que outros usaram o nome batista ou que tenha havido da parte de alguns a tentativa de chamá-los de anabatistas. O importante é que fizeram questão de mostrar as diferenças entre eles e outros grupos existentes na ocasião: 1. Os anglicanos, que eram episcopais e mantinham na doutrina e prática várias distorções herdadas da igreja Romana: 2. Os puritanos, que eram calvinistas e tentaram combater os erros da parte da Igreja Anglicana, inclusive o episcopalismo, mas permaneceram na Igreja da Inglaterra: 3. Os separatistas, que adotaram o tipo de igreja congregacional, sendo por isso chamados de independentes, mas continuaram praticando o batismo infantil: 4. Os menonitas, que aceitavam o batismo de crentes, mas eram sucessionistas, posição essa rejeitada pelos primeiros batistas, e aceitavam algumas posições cristológicas e práticas também combatidas pelos batistas.

Os batistas têm uma história que não se perde em hipóteses que  jamais chegarão a ser confirmadas cientificamente. Eles existem e têm contribuído positivamente para a construção da sociedade e a disseminação da doutrina bíblica. Há princípios que os identificam, distinguindo-os de outros evangélicos. Os batistas não são os únicos cristãos, como afirmavam os landmarksitas, mas são uma parcela significativa de cristãos, que têm, através do apega  à Palavra de Deus e do amor às almas perdidas, anunciando com ousadia e competência o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mais importante do que forjar e forçar uma teoria que nada tem a ver com a história, é a certeza de que este grupo segue um dos variados modelos de igreja, conforme o Novo Testamento. É melhor ser fiel à Palavra de Deus, do que haver desde o primeiro século uma sucessão, com desvio em doutrina e prática dos ensinamentos das Escrituras Sagradas.
Ao apresentar a versão histórica do surgimento dos batistas, defendemos a identidade que nos faz saber de onde procedemos, o que somos e para onde vamos, sem que isso impeça andarmos de mãos dadas com outros cristãos que também seguem as doutrinas bíblicas e cumprem a missão evangelizadora do cristianismo. Somos evangélicos, herdeiros da Reforma Protestante e do verdadeiro espírito puritanos, que sempre primou por um lídimo viver cristão. Por isso, vivemos a fé e o amor que caracterizam os ensinamentos de Cristo. A Bíblia recomenda unidade, mas nada existe nela sobre uniformidade. Isso justifica haver grupos diferentes que, mesmo na diversidade, podem estar unidos como parte do Corpo de Cristo.

Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
Um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós. 
Efésios 4:4-6
para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém. 
1 Pedro 4:11

Este artigo Foi escrito Por Zaqueu Moreira de Oliveira, Pastor, professor universitário e escritor. Bacharel e mestre em Teologia, especialista em educação, doutor (Ph.D.) em História, Presidente Emérito da Convenção Batista de Pernambuco e membro efetivo da Academis Evangélica de Letras do Brasil, tendo escrito trabalhos em livros e revistas especializados do Brasil e exterior, e 15 livros nas áreas de História, Teologia Bíblica, Pastoral e Antropologia.

Espero que todos tenham sido edificados. Semana que vem trarei a história dos Batistas Regulares, denominação da qual fazemos parte.Grande abraço.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um Reforma era necessária.


A sã doutrina não se constitui simplesmente em palavras, mas sim em atitudes, compromisso, um estilo de vida. A preocupação e o zelo pelo ensino autêntico das escrituras sagradas foi justamente o que motivou a Reforma Protestante em 1517, que teve seu ápice,  na publicação das 95 teses afixadas por Martinho  Lutero na Igreja do Castelo de Wittenberg, em que ele protestava contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica, propondo uma reforma no catolicismo. Isso ocorreu após estudar a Epístola aos Romanos, e descobrir que “O justo viverá por fé” (Romanos 1.17). Ele já havia feito tudo que a igreja indicava para alcançar a paz com Deus. Mas sua situação interior só piorava. Ao descobrir a graça redentora, entregou-se a Jesus Cristo, pela fé, e encontrou a paz e a segurança de salvação. Após ele outros reformadores surgiram, homens como:  


ÚLRICO ZWÍNGLIO (1484-1531)  Paralela à reforma de Lutero, surgiu na Suíça um reformador chamado Úlrico Zwínglio. Era mais novo do que Lutero apenas 50 dias, mas tinha formação e idéias diferentes do reformador alemão.

GUILHERME FAREL (1489-1565) :Os seus biógrafos o descrevem como um pregador valente e ousado. Embora sua família fosse aristocrática, ele era rude e tosco. Sua eloqüência era como uma tempestade.
Farel converteu-se
 em Paris. O homem que o levou a Jesus Cristo era seu professor na universidade e se chamava Jacques LeFévre.
JOÃO CALVINO (1509-1564) O homem responsável pela sistematização doutrinária e pela expansão do protestantismo reformado foi João Calvino. O “pai do protestantismo reformado” é Zwínglio. Mas o homem que moldou o pensamento reformado foi João Calvino. Por isso, o sistema de doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas ou Presbiterianas chama-se calvinismo.

JOHN KNOX (1505/15?-1587) Os seguidores do movimento iniciado por Zwínglio e estruturado por Calvino se espalharam imediatamente por toda a Europa. Na França eles eram chamados de huguenotes; na Inglaterra, puritanos; na Suíça e Países Baixos, reformados; na Escócia, presbiterianos.
A Escócia é um país muito importante na história do protestantismo reformado. Foi lá que surgiu o nome presbiteriano. Por isto, alguns livros de história afirmam que o presbiterianismo nasceu na Escócia.

ASHBEL GREEN SIMONTON Rev. (1833-1867) - Fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o Protestantismo.

Mas é bom lembrar que uma reforma já era almejada, há muito, por grandes homens de Deus, isso bem antes de Lutero, podemos chamá-los de precursores da reforma. Homens que lutaram fortemente por essa causa a ponto de morrerem por ela.
A partir do ano 1300, o mundo ocidental experimentou um sentimento crescente de nacionalismo. Os povos não queriam sujeitar-se a Roma. Aspiravam ver surgir uma igreja nacional. Esse clima favoreceu o surgimento dos Precursores da Reforma. Eram homens cultos, de vida exemplar, que tinham prazer na leitura e na exposição da Bíblia Sagrada. São chamados precursores porque antecederam aos reformadores e, principalmente, porque não conseguiram superar o legalismo religioso – não descobriram a graça salvadora. Queriam fazer alguma coisa para alcançar a salvação, quando a Bíblia afirma: “Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8,9).

Os principais precursores da Reforma foram: João Wyclif (1328?-1384), professor na Universidade de Oxford, na Inglaterra: João Huss (1373?-1415), professor na Universidade de Praga, que foi queimado por causa de sua fé; e Girolano Savonarola (1452-1498), monge dominicano, que foi enforcado e queimado por ordem do Papa Alexandre VI, em Florença, na Itália.
Além dos movimentos liderados pelos Precursores da Reforma, ocorreram outras tentativas de reformar a igreja, mas sem êxito. No século XVI a situação era bastante propícia a uma reforma da igreja. A Europa estava no limiar de uma nova época política e social. Gutemberg revolucionara o processo de impressão de livro; Colombo descobrira a América... E o descontentamento com a igreja persistia. Tudo isso preparava o terreno para a reforma. E Lutero foi o homem que Deus levantou para desencadear o movimento que resultou na Reforma Religiosa do Século XVI.

Espero ter colaborado e enriquecido um pouco  seu conhecimento a respeito deste assunto.
Hoje ainda acredito que Reformar é preciso.
Em meio a tantas “novidades teológicas" que vemos hoje se faz extremante necessário voltarmos aos princípios fundamentais da reforma de 1517 que são:

Sola fide (somente a fé);
Sola scriptura (somente a Escritura);
Solus Christus (somente Cristo);
Sola gratia (somente a graça);
Soli Deo gloria (glória somente a Deus)

Talvez assim, seguindo de maneira fiel os ensinos da Sagrada Escritura como os reformadores fizeram, essa crise de identidade que a igreja evangélica brasileira está passando nos dias de hoje chegue a um fim.
Tentarei no próximo post falar sobre o surgimento de nós, Batistas, já que entramos nesse assunto, seria interessante conhecermos nossas raízes. Até a próxima.

Escrito por Ivan Rodrigues
Fontes:www.ipb.org.br/quem_somos/historia_ipb_fotos.php3
            www.teuministerio.com.br

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