terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Leia a Bíblia...



EVANGELHO VIVIDO, SUA APLICAÇÃO



"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus,
mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus (Mt 7.21 )."
Um ministro e um fabricante de sabão não-cristão caminhavam ambos
rua abaixo.
- Bem, meu amigo - começou o fabricante de sabão -, o evangelho que o
senhor prega não parece ter realizado grande soma de benefícios. Existe
ainda boa porção de pecado e pecadores no mundo!
Por uns momentos, o ministro deixou sem resposta a acusação. Logo os
dois passaram junto de um grupo de crianças sujas, que brincavam na
lama.
- O sabão não tem trazido muitos benefícios ao mundo - observou o mi-
nistro - ainda existe muita sujeira e muita gente suja...
O fabricante de sabão foi ligeiro em responder ao pastor:
- Oh, o sabão é muito bom, mas tem de ser usado!
- Exatamente - volveu o ministro - o mesmo se dá com o evangelho, ele
tem de ser aplicado à vida!
Extraido do livro Coletânea de ilustrações.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Jovens que fazem a diferença



Quem andar pela cidade de Belo Horizonte e prestar atenção vai reparar na hora: os ipês-amarelos estão floridos. Nem é preciso ser um observador tão atento assim. As flores de um amarelo vivo se destacam em qualquer paisagem, seja entre os edifícios cinzentos ou em meio a outras árvores. Esteja onde estiver e seja de que altura for, um ipê-amarelo florido se destaca onde está. Ele faz a diferença, colorindo a paisagem com sua vida e com a sua beleza. A metáfora do ipê amarelo devia fazer parte da vida do jovem cristão todos os dias. Em meio a situações adversas ou em um ambiente pouco favorável – como os edifícios cinzentos das cidades grandes – lá está ele, dando cor ao ambiente, com um testemunho diferente de todas as outras pessoas. Não há como passar sem observá-lo, sem admirá-lo. Mesmo entre outros jovens – as demais árvores que estão por perto – sua postura é diferente, porque ele não se alegra em fazer o que os outros fazem ou em se omitir e passar despercebido onde está. O ipê sabe para o que foi criado: para florescer onde estiver, pintando o mundo com o colorido do amor de Deus. Nos dias atuais, ser jovem não é fácil. Ser cristão, então, nem se fala. As pressões vêm de todos os lados, exigindo atitudes para ser aceito, para ser considerado moderno, para ser tido como “normal”. “Tem namorada?”, “Consegue ´pegar´ quantas em uma noite?”, “Vai à balada hoje? Nossa! Vai para aquela igreja de novo? Você não enjoa? Que chatice!”,“Vamos sair para tomar uma?”, “Já fez vestibular? Não?!”, “E aí, já arrumou emprego?”. Quem não tem respostas para todas as perguntas, não usa roupa da moda e não se porta como o mundo deseja não pode fazer parte do grupo dos “normais”. Mas, peraí, quem disse que o jovem cristão quer e deve ser como os demais? A barulheira do mundo às vezes é tão ensurdecedora que nos faz esquecer do que almejamos para a vida. Não queremos fazer o que todo mundo faz. Não queremos ir aos lugares que os outros vão para nos sentir bem. Não precisamos de nada disso. Lembre-se da metáfora: não nascemos para ser como as outras árvores. Só a certeza de que somos portadores de uma Verdade e de um amor transformadores pode nos fazer jovens de destaque. O Senhor nos chama a cada dia para essa difícil missão de dar um testemunho diferente do que o mundo sugere. Ele nos chama a cada dia para um compromisso que o mundo não é capaz de oferecer ou de cumprir. Mas o desafio de florescer como ninguém mais, em um ambiente muitas vezes árido e insípido, não é para qualquer um, só para os corajosos. “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o maligno.” (1 João 2.14.) Quando passear pela cidade e avistar um ipê-amarelo, pense nisso. Francis Rose Jornalista e colaboradora do portal Lagoinha.com

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Dando valor ao que Deus colocou em nossas mãos



Conta a história que, certa vez, um homem caminhava pela praia numa noite de lua cheia. Pensava desta forma: “Se tivesse uma casa grande, seria feliz". "Se tivesse um excelente trabalho, seria feliz. Se tivesse uma companheira perfeita, seria feliz".
Nesse momento, tropeçou numa sacolinha cheia de pedras e começou a jogá-las, uma a uma, no mar, enquanto dizia: "seria feliz, se tivesse..." Assim o fez até que a sacolinha ficou com uma só pedrinha, que ele decidiu guardar.
Ao chegar em casa, percebeu, surpreso, que aquela pedrinha era, na verdade, de um diamante muito valioso.
Você imaginou quantos diamantes jogou no mar, sem parar para pensar? Quantos de nós vivemos jogando fora preciosos tesouros por estar esperando o que acreditamos ser perfeito ou sonhando e desejando o que não temos, sem dar valor ao que temos nas mãos?
Olhe ao seu redor e, se você parar pa-ra observar, perceberá o quanto é afortunado.
Muito perto de está a sua felicidade.

Observe a pedrinha. Ela pode ser um diamante valioso.

Cada um de nossos dias precisa ser considerado um diamante precioso e insubstituível. Depende de nós aprovei-tá-lo ou lançá-lo no mar do esquecimen-to para nunca mais recuperá-lo.

Você tem valorizado o que o Senhor te põe nas mãos?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Os dez mandamentos da juventude
Por Ulises Oyarzún

1. Se você é jovem, ame mais as pessoas que as coisas.

2. Se você é jovem, cultive seu caráter mais que sua aparência, pois a segunda é passageira, visto que a primeira marcará sua eternidade.

3. Se você é jovem, aprenda a perdoar, para que tenhas a segurança de que Deus fará o mesmo por você.

4. Se você é jovem, não brinque com o sexo na intenção de encontrar amor. Não transforme esse presente de Deus em simples genitalismo.

5. Se você é jovem, morra por seus ideais, não renuncie a seus princípios, mantenha uma disciplina e ela te sustentará num dia mal.

6. Se você é jovem, não corras para chegar primeiro, mas para ir mais longe.

7. Se você é jovem, viva com o coração no céu e seus pés na terra, sobretudo no meio daqueles que sofrem.

8. Se você é jovem, que seu projeto de vida esteja centrado em ajudar os outros, mais do que ajudar a si mesmo.

9. Se você é jovem e fica irritado, que seja para defender aqueles que não conseguem se defender.

10. Se você é jovem, viva sabendo para que vive. Que a morte não te surpreenda vivendo uma vida sem vida.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Tema do mês de missões: Março de 2010.

Mas temos um ano inteiro.
Contribua com missões: Se puder adote um Missionário, se não tiver condições não deixe de orar pelos os que estão no Campo, pedindo também ao Senhor da ceara que mande mais obreiros, "pois grande é a Ceara, mas poucos são os ceifeiros."

terça-feira, 9 de março de 2010

O que EStamos estudando na EBD? Não Percam!!


Ester (Et)
Autor:
Desconhecido
Data: Cerca de 465 aC

Autor
O nome do autor é desconhecido. Mas o livro foi escrito por um judeu que conhecia os costumes e a linguagem dos persas. Talvez Mardoqueu ou Esdras tenha sido o autor.
Data
O livro de Ester é uma narração bem elaborada, que relata como o povo de Deus foi preservado da ruína durante o séc. V aC.
O livro toma seu nome de uma mulher judia, bela e órfã, que tornou-se rainha do rei persa Assuero. Acredita-se que este rei tenha sido Xerxes I, que sucedeu Dario I, em 485 aC, e governou 127 províncias, desde a Índia até a Etiópia, durante vinte anos. Viveu em Susã, a capital persa. Naquela época, certo número de judeus ainda se encontrava na Babilônia sob o governo persa, embora tivesse liberdade para retornar a Jerusalém (Et 1-2) há mia de cinqüenta anos. A história se desenrola num período de quatro anos, iniciando no terceiro ano do reinado de Xerxes.
Conteúdo
Ester é um estudo da sobrevivência do povo de Deus em meio à hostilidade. Hamã, o homem mais importante depois do rei, deseja a aniquilação dos judeus. Ele manipula o rei para que execute os judeus. Ester é introduzida em cena e Deus faz uso dela para salvar seu povo. Hamã é enforcado; e Mardoqueu, líder dos judeus no Império Persa, se torna primeiro ministro. A festa de Purim é instituída para marca a libertação dos judeus.
Um aspecto peculiar no Livro de Ester é que o nome de Deus não é mencionado. No entanto, vestígios de Deus e seus caminhos transparecem em todo o livro, especialmente na vida de Ester e Mardoqueu. Da perspectiva humana, Ester e Mardoqueu foram as duas pessoas do povo menos indicadas pras desempenhar funções importantes na formação da nação. Ele era um judeu benjamita exilado; ela era prima órfã de Mardoqueu, adotada por este (2.7). A maturidade espiritual de Ester se percebe na virtude dela saber esperar pelo momento que Deus julgou adequado, para, então, pedir ao rei a salvação do povo e denunciar Hamã (5.6-8; 7.3-6). Mardoqueu também revela maturidade para aguardar que Deus lhe indicasse a ocasião correta e lhe orientasse. Em conseqüência, ele soube o tempo certo de Ester desvendar sua identidade judaica (2.10). Esta espera divinamente orientada provou se crucial (6.1-14; 7.9,10) e comprova a base espiritual do livro.
Finalmente, tanto Ester quanto Mardoqueu temiam a Deus, não a homens. Independentemente das conseqüências, Mardoqueu recusou-se a prestar honras a Hamã. Ester arriscou sua vida por amor do seu povo quando foi ao rei sem ter sido convidada. A missão de Ester e Mardoqueu sempre foi salvar a vida que o inimigo planejava destruir (2.21-23; 4.1-17; 7.1-6; 8.3-6) Como resultado, conduziram a nação à liberdade, foram honrados pelo rei e receberam autoridade, privilégios e responsabilidades.
O Espírito Santo em Ação
Embora não se mencione diretamente o ES, sua ação produziu em Ester e Mardoqueu profunda humildade, conduzindo-os ao amor mútuo e à lealdade (Rm 5.5)
O ES também dirigiu e fortaleceu Ester para jejuar pelo seu povo e pedir que este fizesse o mesmo. (Rm 8.26,27).
Esboço de Ester
I. Uma nova rainha é escolhida 1.1-2.17
O rei Assuero mostra seu poder e celebra uma festa 1.1-8
A rainha Vasti e deposta 1.9-22
Ester é escolhida para ser rainha 2.1-18
II. A vida do rei é salva 2.19-23
Mardoqueu descobre uma conspiração 2.19-21
Ester informa o rei 2.22-23
III. É feito um plano contra os judeus 3.1-4.17
Hamã planeja destruir os judeus 3.1-15
Mardoqueu persuade Ester a intervir 4.1-14
Ester solicita a ajuda de Mardoqueu 4.15-17
IV. Mardoqueu é exaltado 5.1-6.14
Ester prepara um banquete 5.1-8
Hamã planeja destruir Mardoqueu 5.9-14
Hamã é forçado a honrar Mardoqueu 6.1-14
V. Hamã é enforcado 7.1-10
Ester revela sua identidade e expõe Hamã 7.1-6
Hamã e enforcado na forca preparada para Mardoqueu 7.7-10
VI. Os judeus são salvos 8.1 –9.17
Ester leva seu pedido ao rei 8.1-6
O rei emite um decreto a favor dos judeus 8.7-17
Os judeus derrotam seus inimigos 9.1-17
VII. A Festa de Purim é estabelecida 9.18-10.3
Os judeus celebram o primeiro Purim 9.18-32
O rei eleva Mardoqueu 10.1-3


Esdras (Ed)
Autor:
Atribuído a Esdras
Data: Entre 538 e 457 aC

Autor
O livro de Esdras, cujo nome provavelmente signifique “ O Senhor tem ajudado”, deriva o seu título do personagem principal dos caps. 7-10. Não é possível saber com absoluta certeza se foi o próprio Esdras quem compilou o livro ou se foi um editor desconhecido. A opinião conservadora e geralmente aceita é de que Esdras tenha compilado ou escrito este livro juntamente com 1 e 2 Crônicas e Neemias. A Bíblia hebraica reconhecia Esdras e Neemias como um só livro.
O próprio Esdras era um sacerdote, um “escriba das palavras, dos mandamentos do SENHOR” (7.11). Liderou o segundo dos três grupos que retornaram da Babilônia pra Jerusalém. Como homem devoto, estabeleceu firmemente a Lei (o Pentateuco) como a base da fé (7.10).
Data
Os eventos de Esdras cobrem um período um pouco maior do que 80 anos e caem em dois segmentos distintos. O primeiro (caps.1-6) cobre um período de cerca de 23 anos e tem como tema o primeiro grupo que retorna do exílio sob Zorobabel e a reconstrução do templo.
Depois de mais de 60 anos de cativeiro babilônico, Deus desperta o coração do regente da Babilônia, o rei Ciro da Pérsia, para publicar um édito que dizia que todo judeu que assim desejasse poderia retornar pra Jerusalém a fim de reconstruir o templo e a cidade. Um grupo de fiéis responde e partiu em 538 aC sob a liderança de Zorobabel. A construção do templo é iniciada, mas a oposição dos habitantes não judeus desencoraja o povo, e a obra é interrompida. Deus, então, levanta os ministério proféticos de Ageu e Zacarias, que chamam o povo para completar a obra. Embora bem menos esplêndido que o templo anterior, o de Salomão, o novo templo é completado e dedicado em 515 aC.
Aproximadamente 60 anos depois (458aC), outro grupo de exilados volta para Jerusalém liderados por Esdras (caps. 7-10). São enviados pelo rei persa Ataxerxes, com somas adicionais de dinheiro e valores para intensificar o culto no templo. Esdras também é comissionado para apontar líderes em Jerusalém para supervisionar o povo.
Já em Jerusalém, Esdras assumiu o ministério de reformador espiritual, o que deve ter durado cerca de um ano. Depois disso, viveu, provavelmente, com um influente cidadão até à época de Neemias. Sacerdote dedicado, Esdras encontra um Israel que tinha adotado muitas das práticas dos habitantes pagãos; ele chama Israel ao arrependimento e a uma renovada submissão à Lei, ao ponto do divórcio de suas esposas pagãs.
Conteúdo
Duas grandes mensagens emergem de Esdras: a fidelidade de Deus e a infidelidade do homem.
Deus havia prometido através de Jeremias (25.12) que o cativeiro babilônico teria duração limitada. No momento apropriado, cumpriu fielmente a sua promessa e induziu o espírito do rei Ciro da Pérsia a publicar um édito para o retorno dos exilados (1.1-4). Fielmente, concedeu liderança (Zorobabel e Esdras), e os exilados são enviados com despojos, incluindo itens que haviam sido saqueados do templo de Salomão (1.5-10)
Quando o povo desanimou por causa da zombaria dos inimigos, Deus fielmente levantou Ageu e Zacarias para encorajar o povo a completar a obra. O estímulo dos profetas trouxe resultados (5.1,2).
Finalmente, quando o povo se desviou das verdades da sua apalavra, Deus fielmente enviou um sacerdote dedicado que habilidosamente instruiu o povo na verdade, chamando-o à confissão de pecado e ao arrependimento dos seus caminhos perversos (caps. 9-10).
A fidelidade de Deus é contrastada com a infidelidade do povo. Apesar do seu retorno e das promessas divinas, o povo se deixou influenciar pelos seus inimigos e desistiu temporariamente (4.24). Posteriormente, depois de completada a obra, de forma que pudesse adora a Deus em seu próprio templo (6.16.18), o povo se tornou desobediente aos mandamentos de Deus; desenvolve-se uma geração inteira cujas “iniqüidades se multiplicaram sobre as vossas cabeças” (9.6). Contudo, como foi dito acima, a fidelidade de Deus triunfa em cada situação.
O Espírito Santo em Ação
A obra do ES em Esdras pode ser vista claramente na ação providencial de Deus em cumprir as suas promessas. Isto é indicado pela frase “ a mão do Senhor”, que aparece seis vezes.
Foi pelo Espírito que “despertou o Senhor o espírito de Ciro” (1.1) e “tinha mudado o coração do rei da Assíria” (6.22). Teria sido também pelo ES que “Ageu, profeta e Zacarias... Profetizaram aos Judeus” (5.1).
A obra do ES é vista na vida pessoal de Esdras, tanto no sentido de obrar nele (“Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do Senhor”, 7.10), como no sentido de atuar em seu favor (“o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira”. 7.6)
Esboço de Esdras
I. O retorno sob a liderança de Zorobabel 1.1-2.70
Ciro proclama o retorno de Israel 1.1-4
O povo se prepara para o retorno 1.5-11
Os nomes e a numeração dos primeiros que voltaram 2.1-67
Ofertas voluntárias dos que retornaram 2.68-70
II. O processo de reconstrução do templo 3.1 –6.22
A reconstrução do altar e o começo dos sacrifícios 3.1-7
Os alicerces são colocados em meio a choro e louvor 3.8-13
Os inimigos desencorajam o projeto do templo 4.1-5
Bislão e seus companheiros se queixam a rei Artaxerxes 4.6-16.
Artaxerxes ordena a interrupção da obra 4.17-24
Tetenai tenta para a construção do templo 5.1-17
Dario assegura a Tatenai que o projeto é legal 6.1-12
Conclusão e dedicação do templo 6.13-18
Celebração da Páscoa 6.19-22
III. O retorno sob a liderança de Esdras 7.1-8.36
Esdras parte da Babilônia com outro grupo de exilados 7.1-10
Artaxerxes escreve uma carta de apoio a Esdras 7.11-28
Os nomes e a numeração do segundo grupo que retornou 8.1-20
Retorno dos exilados para Jerusalém 8.21-36
IV. A reforma de Esdras 9.1-10.44
Esdras confessa as transgressões de Israel 9.1-15
Os líderes de Israel concordam com a reforma 10.1-44

Neemias (Ne)
Autor: Neemias
Data: Cerca de 423 aC
Autor
O título atual do livro é derivado do seu personagem principal, cujo nome aparece em 1.1. A nossa primeira imagem de Neemias é quando ele aparece em seu papel de copeiro na corte de Artaxerxes. Um copeiro tinha uma posição de grande confiança como conselheiro do rei e a responsabilidade de proteger o rei de envenenamento. Enquanto Neemias, sem dúvida, desfrutava o luxo do palácio, o seu coração estava em Jerusalém, uma pequena cidade nas longínquas fronteiras do império.
A oração, o jejum, as qualidade de liderança, a poderosa eloqüência, as habilidades organizacionais criativas, a confiança nos planos de Deus e a rápida e decisiva resposta aos problemas qualificavam Neemias como um grande líder e como um grande homem de Deus. Mais importante ainda: ele deixa transparecer um espírito de sacrifício, cujo único interesse é resumido na sua repetida oração: “Lembra-te de mim pra bem, ó meu Deus!”
Data
Nas escrituras, o livro de Neemias formava uma unidade com Esdras. Muitos estudiosos consideram Esdras como o autor/compilador de Esdras -Neemias bem como de 1 e 2 Crônicas. Ainda que não tenhamos muita certeza, parece que Neemias contribuiu com parte do material contido no livro que leva o seu nome (caps.1-7; 11-13).
Jerônimo, que traduziu a Bíblia ao latim, honrou Neemias ao dar o seu nome ao livro em que aparece como personagem principal. Neemias significa “Jeová consola”. A história começa no livro de Esdras e se completa em Neemias. Neemias, que serviu duas vezes como governador da Judéia, deixa a Pérsia para realizar a sua primeira missão no vigésimo ano de Artaxerxes I da Pérsia, que reinou de 465 até 424 aC (2.1). Retorna à Pérsia no trigésimo segundo ano de reinado de Artaxerxes (13.6) e volta novamente para Jerusalém “ao cabo de alguns dias”.
Pelo conteúdo do livro, sabe-se que a obra somente pode ter sido escrita algum tempo depois da volta de Neemias da Pérsia para Jerusalém. Talvez a sua redação final tenha sido completada antes da morte de Artaxerxes I em 424 aC; ao contrário, a morte de um monarca tão benigno provavelmente teria sido mencionada em Ne.
O período histórico coberto pelos livros de Esdras e Neemias é de cerca de 110 anos. O período de reconstrução do templo sob Zorobabel, inspirado pela pregação de Zacarias e Ageu, foi de 21 anos. 60 anos mais tarde, Esdras causou um despertar do fervor religioso e promoveu um ensino adequado sobre o culto no templo. 13 anos depois, Neemias veio pra construir os muros. Talvez Malaquias tenha profetizado durante aquela época. Se foi assim, Neemias e Malaquias trabalharam juntos para erradicar o mal que significava o culto a muitos deuses e atacaram o pecado da associação com o povo que havia sido forçada a recolonizar aquelas regiões pelos assírios cerca de 200 anos antes. Tiveram tanto sucesso, que durante o período intertestamental o povo de Deus não voltou à idolatria. Dessa maneira, quando veio o Messias, pessoas como Isabel e Zacarias, Maria e José, Simeão, Ana, os pastores e outros eram pessoas piedosas com que Deus iria se comunicar.
Conteúdo
Neemias expressa o lado prático, a vivência diária da nossa fé em Deus. Esdras havia conduzido o povo a uma renovação espiritual, enquanto Neemias era o Tiago do AT, desafiando o povo a mostrar a sua fé por meio das obras.
A primeira seção do livro (caps. 1-7) fala sobre a construção do muro. Era necessário para que Judá e Benjamim continuassem a existir como nação. Durante o período da construção dos muros, os crentes comprometidos, guiados por esse líder dinâmico, venceram a preguiça (4.6), zombaria (2.20), conspiração (3.9)e ameaças de agressão física (4.17).
A segunda seção do Livro (caps. 8-10) é dirigida ao povo que vivia dentro dos muros. A aliança foi renovada. Os inimigos que moravam na cidade foram exposto e tratados com muita dureza. Para guiar esse povo, Deus escolheu um home de coração reto e com uma visão clara dos temas em questão, colocou-o no lugar certo no momento certo, equipou-o com o seu Espírito e o enviou pra fazer proezas.
Na última seção (caps.11-13), o povo é restaurado à obediência da Palavra de Deus, enquanto Neemias, o leigo, trabalha junto com Esdras, o profeta. Como governador durante esse período, Neemias usou a influência do seu cargo para apoiar a Esdras e exercer uma liderança espiritual. Aqui se revela um homem que planeja sabiamente suas ações (“considerei comigo mesmo no meu coração”) e um homem cheio de ousadia (“contendi com os nobres”)
O Espírito Santo em Ação
Desde a criação, o ES tem sido o braço executivo de Deus na terra. Eliú falou a verdade quando disse a Jó: “O Espírito de Deus na terra me fez” (Jó 33.4). Aqui aparece um padrão constante: é o Espírito de Deus que age para fazer de nos o que Deus quer que sejamos. Ne 2.18 diz: “Então, lhes declarei como a mão do meu Deus me fora favorável.” A mão de Deus, seu modo de agir sobre a terra, é o Espírito Santo.
Neemias, cujo nome significa “Jeová conforta”, foi claramente um instrumento do ES. Sob o poder do ES, certamente se tornou modelo da forma de atuar do ES e foi uma dos primeiros cumprimentos dessa memorável profecia.
Esboço de Neemias
I. Neemias: do exílio à reconstrução das muralhas de Jerusalém 1.1-7.73
Autorização de Artaxerxes para reconstruir as muralhas 1.1-2.8
Planejando o trabalho, motivando e organizando os trabalhos 2.9-3.32
Oposição e defesa 4.1-23
Rechaço contra a extorsão e usura pelo exemplo piedoso de Neemias 5.1-9
As muralhas são completadas apesar das intrigas maldosas 6.1-7.3
Restabelecimento dos cidadãos de Jerusalém 7.3-73
II. Esdras e Neemias trabalham juntos para estabelecer o povo 8.1-10.39
Lendo a Bíblia 8.1-12
Celebração da Festa dos Tabernáculos 8.13-18
Confissão de pecado pessoal e coletivo 9.1-37
Compromisso de guardar a lei e manter o templo 9.38– 10.39
III. Verdadeiro arrependimento produz justificação 11.1 –12.26
Censo de Jerusalém e vilas vizinhas 11.1 –12.26
Dedicação das muralhas e provisão para as finanças do templo 12.27-13.3
Segundo período de governo de Neemias, incluindo reformas posteriores e uma oração final 13.4-31

Fonte: Bíblia Plenitude

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