quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A Infancia do Rei Acabe!

Sempre Quando Acaba o Culto...

Ilusionismo, teletransporte, super-velocidade...Eu nunca sei como é.
kkkkkkkkkkkkkk

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A Loucura do Evangelho ou as Loucuras dos Evangélicos?


Eis ai um dos excelentes artigos do Dr Augustos Nicodemos:

O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios que a palavra da cruz é loucura para a mente carnal e natural, para aqueles que estão perecendo (1Co 1:18, 21, 23; 2.14; 3.19). Ele mesmo foi chamado de louco por Festo quando lhe anunciava esta palavra (Atos 26.24). Pouco antes, ao passar por Atenas, havia sido motivo de escárnio dos filósofos epicureus e estóicos por lhes anunciar a cruz e a ressurreição (Atos 17:18-32). O Evangelho sempre parecerá loucura para o homem não regenerado. Todavia, não há de que nos envergonharmos se formos considerados loucos por anunciar a cruz e a ressurreição. Como Pedro escreveu, se formos sofrer, que seja por sermos cristãos e não como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outros (1Pedro 4.15-16).

Nesta mesma linha, na carta que escreveu aos coríntios, o apóstolo Paulo, a certa altura, pede que eles evitem parecer loucos: "Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?" (1Co 14:23). Ou seja, o apóstolo não queria que os cristãos dessem ao mundo motivos para que nos chamem de loucos a não ser a pregação da cruz.

Infelizmente os evangélicos - ou uma parte deles - não deu ouvidos às palavras de Paulo, de que é válido tentarmos não parecer loucos. Existe no meio evangélico tanta insensatez, falta de sabedoria, superstição, coisas ridículas, que acabamos dando aos inimigos de Cristo um pau para nos baterem. Somos ridicularizados, desprezados, nos tornamos motivo de escárnio, não por que pregamos a Cristo, e este, crucificado, mas pelas sandices, tolices, bobagens, todas feitas em nome de Jesus Cristo.

O que vocês acham que o mundo pensa de uma visão onde galinhas falam em línguas e um galo interpreta falando em nome de Deus, trazendo uma revelação profética a um pastor? Podemos dizer que o ridículo que isto provoca é resultado da pregação da cruz? Ou ainda, o pastor pião, que depois de falar línguas e profetizar rodopia como resultado da unção de Deus? (foto) Ou ainda, a "unção do leão" supostamente recebida da parte de Deus durante show gospel, que faz a pessoa andar de quatro como um animal no palco?

Eu sei que vão argumentar que Deus falou através da burra de Balaão, e que pode falar através de galináceos ungidos. Mas, a diferença é que a burra falou mesmo. Ninguém teve uma visão em que ela falava. E deve ter falado na língua de Balaão, e não em línguas estranhas. Naquela época faltavam profetas - Deus só tinha uma burra para repreender o mercenário Balaão. Eu não teria problemas se um galinheiro inteiro falasse português na falta de homens e mulheres de Deus nesta nação. Mas não me parece que este é o caso.

Sei que Deus mandou profetas andarem nus e profetizarem e fazerem coisas estranhas como esconder cintos de couro para apodrecerem. E ainda mandou outros comerem mel silvestre e gafanhotos e se vestirem de peles de animais. Tudo isto fazia sentido naquela época, onde a revelação escrita, a Bíblia, não estava pronta, e onde estes profetas eram os instrumentos de Deus para sua revelação especial e infalível. Não vejo qualquer semelhança entre o pastor pião, a pastora leoa e o profeta Isaías, que andou nu e descalço por três anos como símbolo do que Deus haveria de fazer ao Egito e à Etiópia (Is 20:2-4).

Eu sei que o mundo sempre vai zombar dos crentes, mas que esta zombaria, como queria Paulo, seja o resultado da pregação da cruz, da proclamação das verdades do Evangelho, e não o fruto de nossa própria insensatez.

Eu não me envergonho da loucura do Evangelho, mas das loucuras de alguns que se chamam de evangélicos.
 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Analisando o Filme – O Espetacular Homem Aranha




Como a maioria dos críticos de cinema, eu também questionei a necessidade de outro reboot da franquia Homem-Aranha dez anos após o início da última saga com Tobey Maguire, em 2002. E, de fato, eu também não pensava que precisava assistir a história de como Peter Parker tornou-se Homem-Aranha uma vez mais. Dessa forma, se não fosse pela visita de vovô durante o feriado de 04 de julho, a nossa família provavelmente teria que esperar pelo DVD. Mas, como um devoto do Homem-Aranha ao longo da vida, posso dizer honestamente: fiquei muito contente de ver O Espetacular Homem Aranha no cinema. Valeu a pena!
Antes de nos aprofundarmos em um dos temas principais, aqui vai algumas das minhas observações aleatórias: eu definitivamente gostei dessa história da “origem”, mais do que aquela do filme de 2002. Andrew Garfield foi um Peter Parker mais obscuro e menos choramingão do que Tobey Maguire – ainda que ele tenha me lembrado muito o positivamente terrível Hayden Christensen em Star Wars II. Eu também gostei de Emma Stone mais do que Kristen Dunst, bem como da relação entre Peter e Gwen. Denis Leary atua muito bem como policial o tempo todo. Rhys Ifans foi um vilão bem enfadonho. Comecei a chorar (e possivelmente até chorei) em quato momentos diferentes – não me lembro de ter feito isso em 2002. O Espetacular Homem Aranha foi definitivamente mais emocionalmente intenso do que seu antecessor. No geral, tenho que dizer que este foi um filme melhor.
Como é o caso com a maioria dos filmes de super-heróis, há uma abundância de questões políticas e sociais sobre as quais poderíamos falar. A investigação científica é usada e abusada para tentar curar as pessoas de doenças. A evolução das espécies é apresentada como verdade, com o homem tendo a necessidade de realmente evoluir mais para se tornar tão forte e virulento como os animais. Os temas de vingança e justiça também estão presentes. E, há ainda a questão sobre se devemos manter as promessas ou se quebrá-las é melhor. Definitivamente, há uma abundância de boas discussões que você pode travar com os seus filhos, mesmo que considere apenas esses itens.
Mas o melhor tema em O Espetacular Homem Aranha tem a ver com chamado e responsabilidade. No filme, somos re-introduzidos a um Peter Parker que é verdadeiramente uma alma perdida – um órfão, um estranho, um universitário apático, um perdedor. A morte de seus pais é mais tarde agravada pela morte do seu tio Ben. A morte do seu tio é a última gota, transformando a raiva internizada de Peter em fúria e vingança. Seus superpoderes recém-descobertos lhe dão agora a oportunidade de lutar com os valentões e caçar o homem que matou o seu tio. É somente quando salva um garoto (que é um retrato dele mesmo) que Peter abraça a sua vocação de salvar e proteger as pessoas do mal deste mundo.
A cena fundamental no filme é quando Peter decide que precisa ir atrás do mutante Lizard, para essencialmente salvar todos os cidadãos da cidade de Nova Iorque. Enquanto nos braços da sua namorada Gwen, ela lhe diz: “Isso não é seu trabalho!” (derrotar Lizard). Peter apresenta-lhe uma pergunta retórica, como resposta: “E se for?”. Peter agora possui o forte senso de chamado e responsabilidade que seu tio Ben tentou ensinar-lhe antes de morrer. Num mundo onde a maioria das pessoas pensa “isso não é meu trabalho”, Peter sabia que era seu trabalho salvar outros da morte e destruição certa. [A propósito, mesmo o pai de Gwen, um capitão da polícia de Nova Iorque, tenta convencer Peter que isso não era trabalho do Homem Aranha. Felizmente, Peter não deu ouvidos a ele também!]
Dessa forma, temos uma figura de Cristo em O Espetacular Homem Aranha. Jesus sabia qual era o seu trabalho, o seu chamado e a sua responsabilidade. Ele abraçou isso de maneira completa – reconhecendo e entendendo a violência, dor e vergonha. E, como Salvador do seu povo na cruz, ele completou o seu trabalho perfeitamente. Ninguém mais poderia ter feito o seu trabalho em favor da humanidade!
Mas temos no filme O Espetacular Homem Aranha uma figura do cristão também. Todos os cristãos são chamados a serem usados por Deus para salvar aqueles que estão perdidos e sob o controle do Reino das Trevas. É tentador pensar que essa é a obra de cristãos “super heróis” – pastores, evangelistas, missionários, autores, etc. Mas esses ministros do evangelho em tempo integral não são os únicos que foram chamados para o trabalho de compartilhar o único evangelho que livra do mal. Todo crente deve abraçar o seu chamado de salvar o perdido pelo poder do Espírito Santo.
Ora, não recebemos sentidos-aranha, super força-aranha, ou mãos-de-aranha para subir em paredes. Felizmente, recebemos muito mais, dons muito melhores – os dons do Espírito e a amardura de Deus! Essas ferramentas poderosas dadas pelo Espírito não devem ser usadas para ganho egoísta ou apenas empunhadas para evitar problemas. Como crentes, as palavras terríveis de Gwen (“Isso não é seu trabalho!”) não devem flutuar em nossa cabeça. É o nosso trabalho! Fomos todos chamados à ação! O mal está à solta o tempo todo, e devemos permanecer firmes contra ele. Louvado seja Deus, que nos equipa e é gracioso para nos usar para destruir as obras de Satanás e avançar o Reino de Deus!

Fonte: Monergismo.com

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O Arrependimento de Deus



A palavra hebraica para arrependimento é noham. É usada para indicar tanto o arrependimento humano quanto o arrependimento de Deus no Antigo Testamento.
É do conhecimento de todos que a Bíblia fala do arrependimento de Deus. Mas como o arrependimento de Deus deve ser entendido? Será que o arrependimento humano serve de parâmetro para o arrependimento de Deus? O arrependimento de Deus é o mesmo dos homens? Deus realmente se arrepende?
Antes de responder a estas perguntas, é preciso observar, primeiramente, que a Bíblia trata do arrependimento de Deus nas seguintes passagens:
Gênesis 6.5-7 (Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra, e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis, e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito);
Êxodo 32. 12 (Por que hão de dizer os egípcios: Com maus intentos os tirou, para matá-los nos montes e para consumi-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira e arrepende-te deste mal contra o teu povo);
I Samuel 15.10,11,35 (Então, veio a palavra do SENHOR a Samuel, dizendo: Arrependo-me de haver constituído Saul rei, porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras...O SENHOR se arrependeu de haver constituído Saul rei sobre Israel);
2 Samuel 24.16 (Estendendo, pois, o Anjo do SENHOR a mão sobre Jerusalém, para a destruir, arrependeu-se o SENHOR do mal e disse ao Anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta, retira a mão...);
Jeremias 18.7,8 (No momento em que eu falar acerca de uma nação ou de um reino para o arrancar, derribar e destruir, se a tal nação se converter da maldade contra a qual eu falei, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe);
Joel 2.13 (Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal);
Jonas 3.10 (Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez).
Como entender estas passagens à luz de um contexto bíblico mais amplo? Cremos que o Dr. James Packer está correto quando diz: "A referência em cada caso é sobre a anulação de um prévio tratamento dispensado a certos homens, como conseqüência da reação deles a esse tratamento. Mas não há sugestão de que essa reação não tenha sido prevista, ou que Deus tenha sido tomado de surpresa, e que não estivesse estabelecida em seu plano eterno. Não há mudança alguma em seu propósito eterno quando Ele começa a agir em relação a um homem de maneira diferente".
Além dos textos bíblicos acima, outras passagens são categóricas em afirmar que Deus nunca se arrepende:
Números 23.19 (Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?);
I Samuel 15.29 (Também a Glória de Israel não mente, nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa);
Oséias 13.14 (...Meus olhos não vêem em mim arrependimento algum).
Não existe contradição alguma entre os textos que dizem que Deus se arrepende e os que afirmam de outra maneira. Pelo contrário, essas três últimas passagens bíblicas estabelecem definitivamente que o arrependimento de Deus nunca deve ser entendido como o arrependimento humano. E por que não? Simplesmente porque o arrependimento do homem é causado pelo reconhecimento de uma atitude precipitada, como resultado da ignorância do que havia de acontecer. Nós nos arrependemos porque erramos. No caso de Deus é extremamente diferente. Ele jamais comete erros. Em Deus "não pode existir variação, ou sombra de mudança" (Tg 1.17).
Quando a Bíblia fala de Deus se arrependendo e mudando sua intenção para com o homem, "evidentemente é só a maneira humana de falar. Na realidade a mudança não é em Deus mas no homem e nas relações do homem com Ele" (L. Berkhof). Pink complementa: "Quando fala de si mesmo, Deus freqüentemente acomoda a Sua linguagem às nossas capacidades limitadas. Ele Se descreve a si mesmo como revestido de membros corporais como olhos, ouvidos, mãos, etc. Fala de Si como tendo despertado (Salmo 78.65) e como ‘madrugando’ (Jeremias 7.13), apesar de que Ele não cochila nem dorme. Quando Ele estabelece uma mudança em Seu procedimento para com os homens, descreve a Sua linha de conduta em termos de arrepender-se". Em suma, o arrependimento de Deus não ocorre por causa de qualquer mudança nEle, mas por causa de nossa mudança para com Ele.

 Artigo Escrito pelo Rev. Josivaldo de França Pereira - Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (I.P.B.) em Santo André - SP. Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição (J.M.C. - SP), Licenciado em filosofia pela F.A.I. (Faculdades Associadas Ipiranga - SP) e mestrando em missiologia pelo Seminário Teológico Sul Americano (S.T.S.A.) em Londrina - PR.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

"Cuidado com a calça colada rapaz!", alerta do pastor aos jovens.

Alô Galerinha saca só este texto que encontrei navegando na rede. Que Deus os abençoe a cada dia. E Vivam esta Metanóia em Cristo....




Esta semana o pastor Richard Guerra, do Ministério dos Namorados da Igreja Batista da Lagoinha (IBL) em Belo Horizonte (MG), publicou artigo alertando os rapazes cristãos a tomarem cuidado com o tipo de roupas que estão usando.
Segundo o pastor, ele decidiu escrever o artigo após ler um texto sobre como as mulheres cristãs devem se vestir. Ao lembrar sobre a moda dos homens metrossexuais, Guerra fez um alerta sobre as calças justas e regatas muito cavadas que estão sendo usadas por rapazes evangélicos. 
Dias atrás, li o texto “Mulheres cristãs, cuidado com a roupa curta” escrito pela jornalista Stephanie Zanandrais e achei muito interessante. O texto aponta problemas relativos à vestimenta das moças, os padrões do mundo hoje e os padrões da Palavra de Deus. Senti-me então, obrigado a escrever algo inimaginável até há algum tempo, a vestimenta masculina também tem sido alvo de problemas entre os jovens (inclusive cristãos).
Até pouco tempo, as roupas dos rapazes eram austeras (com rigor) e corretas, porém, com o advento da “metrossexualidade”, o homem tem se tornado cada vez mais vaidoso. Isto acabou atingindo as roupas. É comum, hoje, ver jovens com calças muito coladas ao corpo e usando regatas bem cavadas para exibir seus músculos.
Que tipo de garota você, rapaz, está querendo atrair com essa postura? Certamente, não uma que prioriza a postura santa! A Palavra de Deus nos fala que o amor não se conduz de forma inconveniente. É importante evitarmos mostrar o nosso corpo, para que desta forma não defraudemos a visão de ninguém.
O desejo de Deus é que possamos caminhar puros e austeros. Não é desejo dele nossa exposição e nem o constrangimento daquele que está perto de nós. Quando você for a uma loja será desafiador encontrar roupas santas, mas certamente elas estarão lá para você. Basta não se amoldar e acomodar com os padrões da moda deste mundo, que quase sempre são ditados por pessoas que não têm Cristo como referência e dão apoio a todo tipo de perversidade.
Quando estiver saindo de casa olhe-se no espelho e pense: “Se Jesus estivesse ao meu lado, Ele ficaria feliz ou constrangido?” Amado, não deixe que seu corpo seja o seu cartão de visita para conhecer e se apresentar a outras pessoas, mas que você seja a carta escrita de Cristo. Deus abençoe!
Fonte: Lagoinha;  http://www.verdadegospel.com/cuidado-com-a-calca-colada-rapaz-alerta-pastor-aos-jovens/

sábado, 5 de janeiro de 2013

Analisando o Filme - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa



Classificação do filme: Fantasia Mitológica
Uma adaptação fenomenal do clássico de C. S. Lewis! De fato, diria que este é um dos poucos filmes melhores que o livro. Não fiquei impressionado com o livro, mas chorei durante todo o filme por causa de sua magia profunda, isto é, sua encarnação mitológica. Lúcia é adorável .
Uma de minhas cenas favoritas é quando ela sorri por causa de seus irmãos incrédulos, abismados, em Nárnia pela primeira vez, e diz com certa ironia: “Não se preocupem, é apenas a imaginação de vocês”.
A Rainha do Gelo é interpretada com toda a maldade, e Aslam é perigoso, mas é bom. Algo que chamou minha atenção no filme foi a apresentação positiva da cultura medieval da cavalaria. Neste ponto, os produtores foram leais aos antecedentes ingleses de Lewis, bem como à sua graduação em romantismo medieval. Foi revigorante observar a honra coragem e o dever lutando contra o mal como meios de liberdade e justiça .
Por essa razão, liberais , socialistas e outras pessoas ligadas à modernidade não gostarão deste filme, por incorporar verdades detestadas por eles. Aslam permite que Pedro mate o lobo maligno com sua espada como um rito de masculinidade e para tornar-se um cavaleiro honrado. Uau ! Isso é politicamente incorreto — e fiel à realidade .
Num dos momentos mais belos do filme, a Feiticeira Branca apela para a Magia Profunda, “mais poderosa que qualquer um de nós, e governa o destino de todos, de vocês e o meu”, e afirma que a lei exige sangue para a realização da justiça verdadeira.
Isso com certeza é abominado como barbárie primitiva pelos que, em nossa sociedade, culpariam as vítimas (a menos que isso constitua racismo), e procurariam compreender os transgressores (como alguns islâmicos fascistas), em lugar de fazer justiça, e pensariam em permitir que os criminosos fossem libertados porque “sentem-se” arrependidos ou se comportaram como bons meninos na cadeia — imaginando fazer, de alguma forma, justiça.
Este filme demonstra que as exigências da Lei são “olho por olho”, e que essa fórmula não é desonesta ou injusta , mas a única forma de justiça; de outra forma, o mal reinaria. A rejeição do “olho por olho” é a barbárie que destrói a civilização — o que nos leva à mitologia cristã do filme. Alegrei-me muito por ela não ter sido suprimida.
Claro, a essência do cristianismo é a expiação substitutiva de Cristo por seu povo. Não fomos perdoados porque Deus acenou e permitiu que os criminosos do universo tivessem passagem livre — isso seria injusto para com as vítimas. Em vez disso, Jesus tomou sobre si mesmo a pena de morte por todos os crentes. Isto, e apenas isto, é o enigma filosófico-teológico da união perfeita do amor e da justiça.
A lei divina requer o pagamento da penalidade (justiça), mas o amor de Deus é demonstrado no sofrimento da penalidade a favor de seu povo (Romanos 5:6-10). Isto é a Lei e o Evangelho, e ambos são necessários para a comunicação eficiente da redenção. Como um espelho, a lei de Deus mostra-nos, criminosos do universo, a culpa referente aos nossos pecados (Romanos 3:19,20). Entretanto, o Evangelho é as boas novas de que Jesus pagou a penalidade para libertar-nos (Romanos 6:23). Como Aslam explicou: “Se uma vítima voluntária, inocente de traição, fosse executada no lugar de um traidor”, então a “ Magia Profunda” seria cumprida, isto é, a lei seria cumprida mediante o sacrifício expiatório de Cristo.
Algumas das analogias mais poderosas do Evangelho encontram-se neste filme. Claro, a Mesa de Pedra do sacrifício é um símbolo pagão do aplacamento dos deuses, como a crucificação era uma modalidade romana de punição. Aslam não diz nenhuma palavra e é tosquiado antes de ser morto, como Cristo ficou calado e foi espancado e humilhado antes de morrer (Isaías 53:5-7).
A Feiticeira Branca , antes de eliminar Aslam, diz de maneira jocosa: “Contemplem o Grande Leão”, da mesma forma que os opressores de Jesus zombaram dele dizendo: “Salve, rei dos judeus!” (João 19:3). Quando Aslam ressuscita acontece um terremoto, do mesmo modo que ocorreu junto ao túmulo de Jesus quando ele ressuscitou (Mateus 28:2). Ah, duas garotas estavam lá quando Aslam ressurgiu, como as duas mulheres que viram o Cristo ressurrecto (Mateus 28:1).
Ao matar a Feiticeira Branca, Aslam diz: “Está consumado” — palavras idênticas às últimas proferidas por Jesus, na cruz, quando a salvação foi assegurada e o poder da morte e do Diabo destruído (João 19:30; Hebreus 2:14).
Ele sopra nas estátuas para trazê-las à vida, como Jesus soprou sobre seus discípulos para outorgar-lhes o Espírito Santo que os ressuscitou espiritualmente dentre os mortos (João 20:22).
Foram omitidas as expressões “Filhas de Eva” e “ Filhos de Adão”, referências ao Gênesis e ao pecado original (Romanos 5), mas também a glória dos seres humanos à imagem de Deus como filhos de Adão e Eva (Atos 17:26). [1]
Adorei a desforra branda da demitologização moderna da religião. Em Nárnia, a “Terra do Mito”, Lúcia observa alguns livros, e um deles é intitulado É o homem um mito? Que alfinetada !
Dois pequenos desapontamentos: transformaram a expressão clássica a respeito de Aslam: “Mas ele é tão perigoso assim ?”, “Claro que é, perigosíssimo. Mas acontece que é bom”, em: “Ele não é um leão domesticado, mas é bom”. E também mencionaram apenas uma vez o epíteto de Nárnia: “Aqui é sempre inverno e nunca Natal”. Ele deveria ter sido repetido muitas vezes por ser o símbolo de quão impiamente os homens desejam retirar Deus da sociedade, como chamar o Natal apenas de “feriado” ou a tentativa de erradicar todos os símbolos da influência divina sobre a cultura. Soa familiar? De qualquer forma, Lewis e Tolkien são duas das maiores forças contra a modernidade ao assegurar que é correto “crer”, demonstrando o caráter da mitologia moderna como mau e destrutivo ao extremo. Escreverei um livreto ou um livro, no final deste ano (se vocês quiserem ler mais a respeito da idéia do uso da mitologia ou elementos mitológicos pagãos na arte de contar histórias). Seu título será Palavra e imagem.
[1] – Na versão legendada em português, aparecem escritas estas expressões. Elas não foram suprimidas.
 
Escrito por: Brian Godawa  
Traduzido por: Rogério Portella

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