terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um Reforma era necessária.


A sã doutrina não se constitui simplesmente em palavras, mas sim em atitudes, compromisso, um estilo de vida. A preocupação e o zelo pelo ensino autêntico das escrituras sagradas foi justamente o que motivou a Reforma Protestante em 1517, que teve seu ápice,  na publicação das 95 teses afixadas por Martinho  Lutero na Igreja do Castelo de Wittenberg, em que ele protestava contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica, propondo uma reforma no catolicismo. Isso ocorreu após estudar a Epístola aos Romanos, e descobrir que “O justo viverá por fé” (Romanos 1.17). Ele já havia feito tudo que a igreja indicava para alcançar a paz com Deus. Mas sua situação interior só piorava. Ao descobrir a graça redentora, entregou-se a Jesus Cristo, pela fé, e encontrou a paz e a segurança de salvação. Após ele outros reformadores surgiram, homens como:  


ÚLRICO ZWÍNGLIO (1484-1531)  Paralela à reforma de Lutero, surgiu na Suíça um reformador chamado Úlrico Zwínglio. Era mais novo do que Lutero apenas 50 dias, mas tinha formação e idéias diferentes do reformador alemão.

GUILHERME FAREL (1489-1565) :Os seus biógrafos o descrevem como um pregador valente e ousado. Embora sua família fosse aristocrática, ele era rude e tosco. Sua eloqüência era como uma tempestade.
Farel converteu-se
 em Paris. O homem que o levou a Jesus Cristo era seu professor na universidade e se chamava Jacques LeFévre.
JOÃO CALVINO (1509-1564) O homem responsável pela sistematização doutrinária e pela expansão do protestantismo reformado foi João Calvino. O “pai do protestantismo reformado” é Zwínglio. Mas o homem que moldou o pensamento reformado foi João Calvino. Por isso, o sistema de doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas ou Presbiterianas chama-se calvinismo.

JOHN KNOX (1505/15?-1587) Os seguidores do movimento iniciado por Zwínglio e estruturado por Calvino se espalharam imediatamente por toda a Europa. Na França eles eram chamados de huguenotes; na Inglaterra, puritanos; na Suíça e Países Baixos, reformados; na Escócia, presbiterianos.
A Escócia é um país muito importante na história do protestantismo reformado. Foi lá que surgiu o nome presbiteriano. Por isto, alguns livros de história afirmam que o presbiterianismo nasceu na Escócia.

ASHBEL GREEN SIMONTON Rev. (1833-1867) - Fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o Protestantismo.

Mas é bom lembrar que uma reforma já era almejada, há muito, por grandes homens de Deus, isso bem antes de Lutero, podemos chamá-los de precursores da reforma. Homens que lutaram fortemente por essa causa a ponto de morrerem por ela.
A partir do ano 1300, o mundo ocidental experimentou um sentimento crescente de nacionalismo. Os povos não queriam sujeitar-se a Roma. Aspiravam ver surgir uma igreja nacional. Esse clima favoreceu o surgimento dos Precursores da Reforma. Eram homens cultos, de vida exemplar, que tinham prazer na leitura e na exposição da Bíblia Sagrada. São chamados precursores porque antecederam aos reformadores e, principalmente, porque não conseguiram superar o legalismo religioso – não descobriram a graça salvadora. Queriam fazer alguma coisa para alcançar a salvação, quando a Bíblia afirma: “Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8,9).

Os principais precursores da Reforma foram: João Wyclif (1328?-1384), professor na Universidade de Oxford, na Inglaterra: João Huss (1373?-1415), professor na Universidade de Praga, que foi queimado por causa de sua fé; e Girolano Savonarola (1452-1498), monge dominicano, que foi enforcado e queimado por ordem do Papa Alexandre VI, em Florença, na Itália.
Além dos movimentos liderados pelos Precursores da Reforma, ocorreram outras tentativas de reformar a igreja, mas sem êxito. No século XVI a situação era bastante propícia a uma reforma da igreja. A Europa estava no limiar de uma nova época política e social. Gutemberg revolucionara o processo de impressão de livro; Colombo descobrira a América... E o descontentamento com a igreja persistia. Tudo isso preparava o terreno para a reforma. E Lutero foi o homem que Deus levantou para desencadear o movimento que resultou na Reforma Religiosa do Século XVI.

Espero ter colaborado e enriquecido um pouco  seu conhecimento a respeito deste assunto.
Hoje ainda acredito que Reformar é preciso.
Em meio a tantas “novidades teológicas" que vemos hoje se faz extremante necessário voltarmos aos princípios fundamentais da reforma de 1517 que são:

Sola fide (somente a fé);
Sola scriptura (somente a Escritura);
Solus Christus (somente Cristo);
Sola gratia (somente a graça);
Soli Deo gloria (glória somente a Deus)

Talvez assim, seguindo de maneira fiel os ensinos da Sagrada Escritura como os reformadores fizeram, essa crise de identidade que a igreja evangélica brasileira está passando nos dias de hoje chegue a um fim.
Tentarei no próximo post falar sobre o surgimento de nós, Batistas, já que entramos nesse assunto, seria interessante conhecermos nossas raízes. Até a próxima.

Escrito por Ivan Rodrigues
Fontes:www.ipb.org.br/quem_somos/historia_ipb_fotos.php3
            www.teuministerio.com.br

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