Até o aparecimento de Copérnico em 1543, nós terrestres, gozávamos de um estágio centralizado. As pessoas diziam orgulhosas: “O universo gira em torno de nós!”, “Nós somos o umbigo do corpo celeste. O centro de tudo.”
Mas então veio Nicolau Copérnico com seus mapas e desenhos fazendo perguntas:
“Com licença, alguém pode me dizer o que faz com que as estações mudem?”
“Alguém sabe exatamente até onde os navios podem navegar sem cair pelos cantos da Terra?”
“Besteiras!”, as pessoas zombavam, “Quem tem tempo para pensar nessas coisas?”
Mas Copérnico persistiu. Ele deu tapinha em nossos ombros e limpou a garganta. “Perdoem minha proclamação, mas...” e apontando o dedo para o sol, disse: “Contemplem o centro do sistema solar.”
As pessoas não lidavam bem com rebaixamentos naquela época. Nós ainda não lidamos.
O que Copérnico fez pela Terra, Deus faz por nossa alma. Dando tapinhas nos ombros da humanidade, Ele aponta para o Filho – Seu Filho – e diz: “Contemplem o centro de tudo.”
“Esse poder Ele exerceu em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e fazendo-o assentar-se à sua direita, nas regiões celestiais, muito acima de todo governo e autoridade, poder e domínio, e de todo nome que se possa mencionar, não apenas nesta era, mas também na que há de vir. “Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou cabeça de todas as coisas para a igreja” (Efésios 1:20-22)
Somo estrelas menores. Apreciadas. Valorizadas. Carinhosamente amadas. Mas centrais? Essenciais? Cruciais? Não. O mundo não gira em nosso redor.
A Lua exemplifica nosso papel.
O que a Lua faz? Ela não gera luz. Se separada do Sol, a Lua nada mais é que uma rocha marcada, completamente negra. Mas, posicionada apropriadamente, a Lua radia. Deixe-a fazer aquilo que foi destinada para fazer, e um punhado de areia se transforma em fonte de inspiração, em romance. A Lua reflete uma luz maior.
O que aconteceria se aceitássemos nosso lugar como refletores do Filho de Deus?
Veríamos uma mudança nas famílias? Certamente ouviríamos uma mudança. Menos “Aqui está o que eu quero!”, e mais “O que você acha que Deus quer?”
E seu corpo? Seu pensamento pode dizer “ É meu; eu irei desfrutá-lo.” Um pensamento centrado em Deus reconhece: “ É de Deus; tenho que respeitá-lo.”
Veríamos nosso sofrimento de forma diferente, “Minha dor prova a ausência de Deus” seria substituído por “Minha dor expande os propósitos de Deus.”
A vida centrada em Deus funciona. E nos resgata de uma vida que não funciona. Mas como fazemos a mudança? Como podemos acabar com o egocentrismo? Nós mudamos o foco em mim para o foco em Deus, refletindo sobre Ele. Testemunhando-o Seguindo o conselho do Apóstolo Paulo:
“E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor.” (2Cor 3:18)
Contemplá-lo nos faz descobrir nosso verdadeiro lugar no universo.
Escrito por Tiffany R. Resende
Fonte: Adaptado do livro Você não está sozinho. Max Lucado.





1 comentários:
Existe uma Parabola... em que um Homem religioso entrou no templo para Orar.. ele era Rico e "Santarrão". Enquanto ele Orava em voz alta, chegava um Homem Humilde que se assentava em um dos bancos de trás.
O santarrão notou a presença do Homem pobre e Orou da seguinte forma: HÓ DEUS DE ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ NÃO PERMITA HÓ DEUS, QUE EU FIQUE IGUAL A ESTE POBRE!!!
O homem Humilde não ligou para oração do rico santarrão, ele batia em seu próprio peito e dizia: Senhor! me Perdoa pois sou um pobre pecador!!
diante de Deus não somos nada...
quanto menores nós formos nesta terra estranha... maiores seremos diante de Deus
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