“A graça não custa nada aos que a recebem, mas tudo ao que a dá.”
Phillip Yancey
Há alguns meses comprei um livro chamado "O anseio furioso de Deus", de Brennan Manning, e hoje gostaria de passar para vocês um pequeno trecho, em que ele faz uma analogia do diálogo entre Dom Quixote e Aldonsa, com o grande e INCONDICIONAL AMOR de Deus por nós.
Se você não conhece bem a história, Aldonsa é uma prostituta. Dormiu com todos os homens da prisão, às vezes por dinheiro, às vezes apenas por puro prazer. Consequentemente perdeu cada vestígio de respeito próprio. Sente-se sobrecarregada de culpa e ódio próprio por causa de sua vida sexual promíscua.
E então um dia chega Dom Quixote, e entra em sua vida de forma totalmente generosa. Torna-se seu amigo e inicia a conquista, introduzindo em sua vida um senso de dignidade, valor e propósito. Todos os seus esforços são inúteis. Ela o rejeita em cada oportunidade. Mas ele continua a buscá-la, chamando-a pelo nome de Dulcinéia, que significa minha pequena doçura. Em outras ocasiões, ele a chama de minha dama.
Um dia, ele chama ambos os nomes: “Dulcinéia, minha senhora!”. Ela tira seu avental e entra furiosa no quarto. Então começa a desfiar seu rosário de ódio próprio, uma tentativa de se distanciar de uma vez por todas de qualquer idéia de ser uma dama.
Ela xinga Dom Quixote para que ele veja como ela realmente é, não a dama de seus sonhos. Ela aprendeu a levar a vida na mais cruel realidade; ela sobrevive tomando e depois oferecendo de novo. Os olhos dele anuviados por um talvez a conduzem ao desespero.
Tapas e abusos eu posso levar e devolver,
mas a ternura eu não posso suportar.
O discurso dela conclui com a visão de si mesma: “Não passo de uma prostituta”.
Mas repetidas vezes, Dom Quixote retorna. E, apesar de todas as aparências em contrário, ele vê o que é verdadeiro, bom e belo em Aldonsa. E lentamente, da maneira como ela se vê refletida nos olhos do velho cavaleiro, ela começa a se recordar.
Só sei que o coração moribundo carece
ter nutrida a memória para viver para
além dos excessivos invernos.
Rod Mckuen
E lentamente aquele outro Dom Quixote, Jesus Cristo, se apresenta diante dos olhos dela, dizendo: “O passado já se foi e não mais existe. Todos tropeçam a caminho da maturidade. Todos procuram o amor nos braços errados, a felicidade nos lugares errados. Mas em meio a tudo isso você tornou-se real. Você tem um coração de compaixão imensa. Você é totalmente incapaz de hipocrisia, e eu estou profundamente apaixonado por você”.
Na versão do musical, Aldonsa sai do palco e desce até a platéia, para orgulhosamente anunciar: Deste dia em diante, meu nome não é mais Alndosa. Eu sou Dulcinéia”.
Por amor de Sião eu não sossegarei,
Por amor de Jerusalém não descansarei
Enquanto a sua justiça não resplandecer como a alvorada,
E a sua salvação, como as chamas de uma tocha.
As nações verão a sua justiça, e todos os reis, a sua glória;
Você será chamada por um novo nome
Que a boca do Senhor lhe dará.
Isaías 62:1-2
O Senhor nos ama independente de nos considerarmos merecedores ou não. Ele não desiste. Ele nos perdoa. Ele nos trás a cura e nos torna mais alvos que a neve. Cabe a nós permitir que o poder curador de Jesus flua em nós, e sejamos da maneira como nos vemos refletidos nos olhos de Cristo.
Escrito por Tiffany R. Resende
Fonte: "O anseio furioso de Deus", de Brennan Manning





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